quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O PORQUÊ DAS TRAGÉDIAS



Por que ocorrem tantas tragédias?

Muitas vezes diante da TV, ficamos emocionados e lágrimas de sofrimentos brotam instintivamente em nossos olhos, diante de tragédias como na última presenciada na Boate KISS.

É difícil não nos deixarmos dominar pela revolta: por que tragédias estão acontecendo cada vez com mais frequência, aniquilando muitos de nossos irmãos que perdem o objetivo de viver dominados pela dor?Outros que partem tão cedo, com uma vida inteira pela frente?

Isso, não está nos planos de Deus. Ele certamente como nós assiste tristemente esses acontecimentos, chora com os familiares que pelo livre arbítrio concedido por Ele extrapolam na liberdade que usufruem.

Tem uma frase popular que diz: “A morte é como um consórcio no qual não podemos ficar dando altos lances se não quisermos ser contemplados!”.

Pais permitirem que menores frequentem boates, ficando até alta madrugada na rua é dar um grande lance!

Infiltrarem-se em locais com intensa aglomeração é dar um grande lance.

Beber exageradamente, ou aceitar tudo que lhe é oferecido num local público sem saber a procedência é dar um grande lance.

Pensar somente em si próprio, destruindo o alicerce familiar tão necessário ao bom desenvolvimento da personalidade dos filhos que certamente sem isso buscarão caminhos obscuros é acabar dando um imenso lance, pois no futuro bem próximo vão presenciar esses jovens mergulhados em drogas que só levam a dois desfechos: Caixão ou Cadeia.

Carnaval vem aí, época propícia a lances ou a surpresas indesejáveis, principalmente para os pais, que passam a serem avós prematuros depois de nove meses- já é comum as maternidades receberem no mês de novembro os filhos do carnaval. Meninas colocando uma criança no mundo cujo pai nem mesmo ela sabe quem é.

Nós que somos pais, termos que refletir sobre tudo isso e impor limites, resgatar valores. Não é só o uso da camisinha que resolve os problemas. Temos que criar filhas para ser futuras esposas, mães conscientes, pessoas dignas, não garotas objeto que são descartáveis após o uso.
Não sejam incrédulos diante da frase que os mais velhos e experientes dizem: Em nosso tempo as coisas eram melhores. É a mais pura verdade, existia mais conscientização e comprometimento com a família, existia mais amor próprio, amor ao próximo e a Deus..

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

OS FILHOS QUEREM COLO SEMPRE

     Em uma sexta feira, de maio de 2011, uma amiga do meu filho pulou do 8º andar do prédio onde morava. Era uma adolescente. Tinha acabado de almoçar, estava com o uniforme do Colégio e a mochila nas costas, o que indicava que iria para o colégio à tarde, pois nas quartas e sextas eles têm aula o dia todo. Foi um choque para todos os colegas!

Aí vem a pergunta: Por quê? Ela tinha apenas 15 anos. Que problemas uma menina de 15 anos pode ter? Fiz esta pergunta ao meu filho, e a resposta me deixou chocada.

Ele me disse:

- Mãe, eu acho que era falta de colo.

Questionei: - Como assim?

E ele me disse:

- Hoje em dia, os pais trabalham praticamente o dia todo, sempre com a mesma desculpa de que querem dar aos filhos tudo aquilo que nunca tiveram e, na maioria das vezes, eles estão conseguindo. Eles estão dando um estudo no melhor colégio, cursos de idiomas, dinheiro para gastar no shopping, um computador de última geração pro filho ficar enfiado em casa durante o pouco tempo livre que sobra, roupas, tênis, celular, tudo muito caro, etc. E sempre cobrando da gente boas notas, pois estão investindo muito. Na maioria das vezes, os pais não têm mais tempo para os filhos, não conversam mais, não fazem um carinho. Ele fez uma pausa. Eu estava boquiaberta com o que ele acabara de falar-me e meus pensamentos foram a mil. Mal comecei uma frase - Meu filho, você tem razão. É isso mesmo... E ele me interrompeu dizendo: Mãe, quando a gente chega em casa, o que mais a gente quer é o colo da mãe. Quando vai mal nas provas ou quando acontece alguma coisa ruim, a gente quer colo. Por que você acha que hoje tantos jovens são quase revoltados? Na maioria das vezes, eles estão querendo chamar a atenção, ser notados. Só que no lugar errado e de forma errada: na rua e com violência. - Dei um grande abraço em meu filho, beijei-o com muito carinho. E lhe disse: Meu filho espero que a morte da Joana não tenha sido em vão, pois quem sabe desta forma muitos pais vão repensar suas atitudes para com seus filhos! Ele olhou-me carinhosamente e concluiu, antes de sair para a escola: Não somos máquinas, mãe. Não somos todos iguais. Não é porque o filho da vizinha tira só dez que todos nós vamos tirar 10. Talvez, nem todos nós queiramos falar inglês! Seus olhos cheios de lágrimas revelavam a dor que sentia pela morte da colega e, ao mesmo tempo, o quanto meu filho valorizava a nossa família. Já fora de casa, ele voltou correndo e me deu um forte abraço e me disse: - Mãe, obrigado por eu poder contar sempre com você nos maus momentos. E, obrigado, também, pelas broncas, pois sei que as mereço. Depois que ele virou a esquina, fechei suavemente a porta, pensativa e convencida de que o tempo e o amor são os melhores investimentos que podemos fazer pelos nossos filhos. O resto é consequência. Nada é mais importante que estes meios essenciais para a felicidade de nossos filhos. E, sem dúvida, só assim poderemos também ser felizes com a consciência tranquila de ter cumprido bem a nossa missão de pais. (Texto anônimo)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vós te amas? / por O.Heinze

Por que vós não sois vós mesmo?
Não reclames, escutai-me!
Por que te deixas sem atenção
naquele mendigo que te olhas?
Por que não te dás a mão
para aquele depressivo?
Por que te esqueces
de te atravessar na rua
pois, se estás cego?
E ainda te negas um sorriso
naquela criança sem ninguém?
Não te destes de beber
naquela planta morta?
Não te tivestes compaixão
naqueles animais doentios?
Não te destes de comer
para aquela anciã
e que nem te podia pedir?
Não destes amor
e tantas outras cousas
para ti mesmo e agora...
Te restas ir, ir sem vós mesmo
mundo afora...
— em Santo André - SP

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vamos mudar o mundo?




Já passa do meio dia e o mundo não acabou... Acho que muita gente desejava que isso se concretizasse, pois acabaria também a infelicidade que sente, as injustiças, a criminalidade, o medo de viver que domina todos hoje em dia. Mas... Será que isso não tem mesmo solução? Só mesmo   a catástrofe iminente?
Se cada um, procurasse refletir sobre sua atitude perante a vida: o que faz de correto e útil e o que faz de danoso e prejudicial, optando por consertar seus erros e partir para uma vida digna, será que não ajudaria? Com certeza a resposta é afirmativa.
Existe um grupo de apoio: MUDE O MUNDO que apresenta um projeto muito bom. Eles procuram orientar as crianças cujos pais são omissos ou desorientados. Sabe aquelas meninas que engravidaram cedo e encaram o filho como um estorvo em sua vida?Até parece que não foi ela que o pariu. Deixam soltos no mundo pior que um animal sem amor, sem carinho?  Mas enfim, esse grupo ensina essas crianças a rezar, a brincar com brinquedos criativos e sadios, resgatando valores importantes como respeitar o próximo tratando-se educadamente, a reconhecer o que é realmente uma bela música, as meninas a terem pudor, respeitarem o próprio corpo e outros que estão se perdendo, com a desculpa que estão fora de moda.
Se cada um de nós optasse por fazer um pouquinho que fosse por essas crianças, essa juventude desorientada, mal educada, sem futuro já estaríamos colaborando para mudar o mundo.
A Escola é um ambiente onde podemos conseguir muita coisa, basta que os membros também se empenhem nesse objetivo: resgatar valores, formar o indivíduo de forma global valorizando o estudo, a beleza da vida, os sentimentos afastando-os de certos tipos de música, da vulgaridade e das coisas danosas que impedem esses jovens de encararem a vida com seriedade. Pois não pensem que são felizes! Não!!! Essas músicas estridentes, o mergulho nas drogas, a agressividade, nada mais é que uma revolta contra o mundo que sempre lhe virou as costas. Não tiveram pais para educá-los- esses estavam muitos ocupados com eles mesmo, envolvidos em bebidas, trocando de parceiros em nome de uma falsa liberdade, uma felicidade mascarada. Não tiveram escola, pois os professores sem autonomia, maltratados e desvalorizados pela sociedade em geral sentem medo de acabar morrendo esfaqueados ou mesmo com uma bala certeira, se tentarem conter os vícios trazidos com eles. Passaram pela escola, mas não aprenderam nada. Foram aprovados automaticamente. Mas agora o mundo cobra tudo e esses jovens sem preparo não acham caminho que não seja esse da destruição.
Como escritora e palestrante, procuro entrar nesse ambiente com minha boa vontade e minha ferramenta- o livro. Tudo aquilo que queria dizer para cada pai, para cada filho e também para cada professor pode-se visualizar em cada página, em cada capítulo. Apesar de nem sempre encontrar a porta aberta, eu insisto e acredito ter mudado já alguma coisa:  despertar aquela plantinha ressecada que existe no coração de cada um: o amor por si mesmo e pelo próximo.
Vamos recomeçar... A cada ano Deus nos dá mais uma chance de mudar, de ser melhor. Vamos refletir e descobrir dentro de nós a solidariedade. Tenha a certeza que você pode e tem condição de ajudar a mudar o mundo. E então, vamos tentar?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Carolina: esposa, mãe, mulher!!



O Casamento, união civil e religiosa entre um casal que se ama e pretende constituir um lar está sendo considerado hoje em dia uma instituição falida. Poucos são os casais que se preparam passando pela fase do namoro, noivado para finalmente, após se conhecerem bem, chegarem conscientes ao casamento. São esses  os casais que constituem as uniões duradouras e sólidas proporcionando aos filhos um alicerce, um abrigo seguro para que possam desenvolver suas potencialidades e se tornarem no futuro pessoas de bem. As crianças imitam os adultos e seguem o exemplo de vida dos pais e parentes.
Por que deparamos hoje em dia com jovens desiludidos, desencantados que sem objetivos de vida partem para o caminho da destruição? Frutos de lares desestruturados, não visualizam um futuro, uma vida feliz, simplesmente vivem o dia a dia consumindo-se em felicidades efêmeras.
É nesse ponto que a personagem Carolina se destaca com bravura e coragem alimentada por um objetivo maior: seus filhos.
Não recebeu carinho da mãe, mas se propôs ser mãe, não teve uma família carinhosa para caminhar juntas, orientando-a, mas encarou isso como um aprendizado e criou seus filhos ensinado o carinho e o amor.
Se você tem um casamento difícil, onde não existe parceria, companheirismo, respeito, não deixe de ler esse livro.
A personagem lhe mostrará que quem prometeu diante de Deus que se uniriam para sempre, assumiu nesse momento um compromisso que não pode ser desfeito diante da primeira discussão, das decepções que a vida oferece a todos os casais. Isto porque os frutos são preciosos demais , não se pode deixar que apodreçam e desapareçam sem construírem a própria história no livro da vida.

NADA MAIS RECONFORTANTE QUE A CONSCIÊNCIA DO DEVER CUMPRIDO. A FELICIDADE NÃO É ALGO MOMENTÂNEO QUE VEM E PASSA, MAS QUEM TEM  A CERTEZA DE QUE  PLANTOU SEMENTES QUE RENDERAM BELOS FRUTOS PARA A ETERNIDADE COM CERTEZA É FELIZ.


Livro que poderá servir de exemplo para nossos jovens casais que desejam encontrar a felicidade no casamento. Aguardando a publicação.
Zilda Costa

sábado, 3 de novembro de 2012

QUANDO BATE A ANSIEDADE

      De repente senti minha vida ser virada no avesso. Uma visita médica resulta num amargo diagnóstico de câncer de pele.

Diante do ar apreensivo da médica mantive a calma e como praticante de yoga e palestrante de temas motivadores procurei aplicar minhas técnicas para encarar esse trauma com a maior tranquilidade possível.

Na pior das hipóteses seria um melanoma e pior ainda já com metástase- estaria “condenada”. Após o sofrimento horrível aplicado nesses casos para melhorar a qualidade de vida, a morte iminente. Pensei nas pessoas que ainda precisavam de mim. Minhas filhas sofreriam e minha irmã também, tive certeza, mas  se recuperariam, meu marido também  acabaria se casando novamente e eu seria talvez uma lembrança boa na vida dele (pelo menos merecia, pensei). Algumas pessoas que eu motivava e praticava com elas meus conhecimentos adquiridos nas aulas de yoga também sentiriam minha falta, mas não seria insubstituível, conclui. Então restaram meus gatos – esses dependiam exclusivamente de cuidados, de minha presença. O Robinho resistiria, mas a Dafne certamente morreria em breve como o Bingo, cachorro de meu pai.

A biópsia sairia em uma semana! Cercada de carinho de meus familiares eu me arrastava junto com os dias que demoravam a passar. Brincava , sorria, procurava ocupar meu tempo com coisas banais. Não conseguia escrever uma palavra, nem chorar e muito menos exercer meus trabalhos voluntários.

Uma noite vi meu marido chorar quando eu disse que eu poderia não ter tempo de ver meu neto. Mudei de assunto rapidamente. A última coisa que eu queria era fazer alguém sofrer antecipadamente.

Mas, isso me levou a concluir que inconscientemente eu estava muito ansiosa. Apesar do carinho e presença de minha família, do apoio do meu psiquiatra, eu estava procurando enganar até a mim mesma.

Nessa mesma noite, no silêncio de meu quarto, resolvi abrir meu coração com Aquele que é nosso amigo maior e do qual não conseguimos esconder nada.

Olhei para o crucifixo na parede de meu quarto e disse com o coração:

“Senhor, acabei de descobrir que estou sendo falsa, orgulhosa e mentirosa. Eu estou com muito medo do sofrimento, estou sim pensando no estado deprimente que é uma pessoa que faz quimioterapia- eu não quero morrer ainda, Senhor, apesar de toda a fé que eu tenho em meu coração eu estou duvidando que Vós estejais a cuidar de mim. Afinal, tem tantas pessoas muito mais precisadas talvez.”

Foi então que comecei a chorar. Imaginei-me deitada no colo de Deus e Suas mãos santas afagando meus cabelos. Foi uma sensação muito forte. Eu falava que talvez não merecesse que era uma pecadora, que tinha muitos defeitos... Sentia apenas o leve toque de suas mãos.

Foram instantes indescritíveis. Rompeu-se o choro e cai no sono. Acordei bem melhor, por não estar mais fingindo. Consegui fazer com mais honestidade a atividade da aceitação e entrega. Não tem nada mais consolador. Inspirava profundamente dizendo: Senhor eu aceito tudo que me for designado e ao expirar eu dizia: Senhor eu me entrego em Vossas mãos misericordiosas. Que seja feita a Vossa vontade.

Agora os dias passavam mais rápidos na minha mente, ninguém mais tocava nesse assunto em casa.

Fui retirar os pontos e nada ainda- o resultado não havia saído. Respirei fundo e aceitei de coração.

Após o terceiro dia da retirada dos pontos eu lembrei-me que era o dia de meu trabalho voluntário. Senti- me vazia- não sabia o  que deveria dizer para animar alguém- Eu que sempre era tão eloquente.

"Mas vou tentar", pensei. Seja qual for à resposta serei útil até o último momento. Sentei-me para ligar ao pessoal que chegaria dentro de minutos. Antes que eu tocasse no telefone ele tocou e uma voz do outro lado disse:

- Boas notícias, nada de grave. Apenas um carcinoma basocelular. Tudo está concluído, não será necessário tratamento, apenas a retirada do tumor que já foi concretizada. Todos aqui estão muito felizes.

Desliguei e disse apenas:- Obrigada, meu Deus. Sabíeis de meu desejo e o realizastes. Louvor e glória a Vós, Senhor!

Só depois que voltei do trabalho, sozinha no meu quarto pude abrir novamente meu coração e ter outra conversa íntima com Deus num agradecimento emocionado e sincero. Ele sabe de todas as necessidades, não é necessário ansiedade, medo, desespero. Se tiver fé, se entregue nas mãos Dele. 

Quando bater a ansiedade abra seu coração e converse intimamente com Deus.